O Cinema como Ferramenta Pedagógica no Ensino Jurídico da Lei Maria da Penha

21 de fevereiro de 2025

O presente artigo aborda o cinema como ferramenta pedagógica no ensino jurídico da Lei Maria da Penha (Lei N. 11.340/2006). Trata-se de uma análise não-exaustiva da temática a partir de uma análise humanistica e a partir do movimento chamado Cinema Novo no Brasil. Primeiramente é abordado o ensino juridico no país, ao tempo em que também se debruça sobre qual sería o papel docente na formação humanistica e diversificada do corpo discente. Em seguida, faz-se uma análise sobre o cinema como forma de arte e seu uso pedagógico, proporcionando aprendizados e reflexões. Por fim, há a análise, fundamentada na Constituição Federal Brasileira de 1988 e na Lei Maria da Penha, de como a violência doméstica e familiar contra a mulher pode ser estudada e compreendida com o auxílio do cinema.

As Oito Dimensões da Prudência no Ensino Jurídico: Fundamentos para a Tomada de Decisão

21 de fevereiro de 2025

Este artigo busca investigar a importância da prudência como uma competência essencial no ensino juridico, com foco na identificação e integração das suas oito dimensões: memória, docilidade, sagacidade, razão, inteligência, circunspecção, previdência e cautela. Num cenário em que o ensino juridico muitas vezes privilegia o tecnicismo e a reprodução de normas, negligenciando a formação ética e critica dos futuros profissionais, este trabalho propõe uma abordagem mais ampla. A prudência, desde a filosofia clássica de Aristóteles e Tomás de Aquino, é reconhecida como a virtude que orienta a tomada de decisões justas e moralmente corretas. Ao se desdobrar em oito dimensões, a prudência permite uma análise profunda das capacidades para um jurista: desde a habilidade de registrar experiências (memória), até a antecipação das consequências de suas ações (previdência) e a ponderação dos meios mais adequadas para evitar danos (cautela).

A Escuta Atenta e a Repetição do Exposto como Estratégia de Aprendizado Jurídico

21 de fevereiro de 2025

A escuta atenta e a repetição do exposto são estratégias fundamentais no aprendizado juridico, contribuindo significativamente para a formação de advogados e profissionais do Direito. A escuta atenta envolve a capacidade de ouvir e compreender com profundidade as informações apresentadas, seja em aulas, debates ou audiências. Essa prática não apenas favorece a assimilação de conteúdos complexos, mas também desenvolve habilidades críticas, como a análise e a interpretação de argumentos. A repetição do exposto, por sua vez, permite que os alunos consolidem o conhecimento adquirido, reforçando a memorização e a compreensão dos conceitos jurídicos. Essa técnica é especialmente relevante em áreas do Direito que exigem um forte domínio de normas, princípios e jurisprudências. A combinação da escuta atenta e da repetição cria um ciclo de aprendizado ativo, onde o estudante se torna mais engajado e reflexivo.

Utilização de Formulário Google para Engajamento e Conhecimento Mútuo

21 de fevereiro de 2025

O presente relato tende a explicitar a prática docente experienciada nos cursos de Mestrado e Doutorado na Universidade de Fortaleza, denotadamente com a utilização de formulário google com fins a facilitar o engajamento dos alunos e a construção do conhecimento mútuo. O uso de formulários pode promover uma maior interação entre os membros de um grupo, uma vez que as perguntas podem ser direcionadas para conhecer melhor as preferências, interesses e necessidades de cada um. Além disso, os resultados podem gerar discussões enriquecedoras, contribuindo para um ambiente mais colaborativo e inclusivo. Através da citada troca de experiências foi possível estabelecer que, para além da prática, é possível reconhecer um método, com seus objetivos específicos e estrutura, que buscamos apresentar. Isto torna o modelo, além de eficaz, replicável e parametrizável, para fins de medição de eficiência, mostrando-se um método adequado e proveitoso de ensino.

O Valor da Identificação das Oito Dimensões da Prudência na Tarefa Jurídica

21 de fevereiro de 2025

Este relato de experiência descreve a prática docente realizada com os alunos de mestrado e doutorado em Direito da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), na disciplina de Didática do Ensino Jurídico, no segundo semestre de 2023, com o intuito de facilitar a compreensão das oito partes integrantes da prudência, desenvolver o raciocínio prático prudencial nos alunos de Direito, promover a aplicação prática das dimerisões da prudência em situações concretas e utilizar ferramentas digitais para engajar os alunos e coletar dados sobre sua compreensão. Para o desenvolvimento dessa prática considerou-se que os alunos já haviam compreendido que a missão do professor de Direito é colaborar na formação do raciocínio prático prudencial do graduando em Direito. Esse raciocínio é essencial para que o estudante possa identificar o direito devido em cada situação de conflito e indicar soluções ou resoluções para problemas de natureza jurídica.

Ensino-aprendizagem da Recuperação Judicial Mediante o Método do Caso: Uma Estratégia de Aproximação entre o Direito Empresarial Visto na Sala de Aula e a Realidade da Prática Profissional

21 de fevereiro de 2025

Metodologia: A metodologia utilizada foi a investigação do tipo bibliográfica, com pesquisa pura de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória quanto aos objetivos.

Resultados: Conclui-se que o método do caso é uma ferramenta de ensinoaprendizagem que oportuniza aos alunos não apenas conhecer o texto da Lei de Falências e as teorias acerca do tema, mas adquirir a aptidão de aplicar os conhecimentos teóricos, solucionar os casos concretos da realidade profissional, por meio do estímulo à criatividade e à capacidade reflexiva dos estudantes e o desenvolvimento de habilidades cognitivas.

Contribuições: O presente trabalho se baseia na constatação que o ensino da recuperação judicial deve ir além do estudo das teorias e normas em sala de aula para habilitar os estudantes na aplicação prática deste instituto. Propõe-se a utilização do método do caso como estratégia de aproximação entre os conteúdos ministrados em sala de aula da prática profissional do Direito Empresarial, complementando as aulas expositivas como método de transmissão do conhecimento. O artigo também traz teorias modernas acerca do conhecimento e a viabilidade da utilização do método do caso como ferramenta para obtenção das habilidades cognitivas.

A prudência e os desafios para o recrutamento e a formação de juizes

21 de fevereiro de 2025

A prudência é uma virtude que, malgrado a pouca atenção e a devida compreensão concedidas ao tema, é necessária, não só ao jurista, mas também a todos profissionais. Assim, este artigo almeja fazer uma crítica aos primeiros passos no ensino da prudência ao jurista, bem como à formação inicial enfrentada pelos magistrados, que, nos moldes dos argumentos expressos, mostra-se carente quanto à sua assimilação da prudência, seja pelo curto prazo do curso de formação, seja pela metodologia utilizada pela escola responsável.

O tema demanda relevância em razão do fundamental papel realizado pelo juiz, uma vez ser ele, em muitos casos, o detentor do poder de decisão sobre direitos fundamentais das pessoas, como o direito à liberdade, saúde, educação e etc. Quanto aos aspectos metodológicos, utilizou-se de pesquisa eminentemente teórica e bibliográfica.

Professores aprendizes: a adaptação dos docentes de Direito da UNIFOR em face da pandemia

21 de fevereiro de 2025

A pesquisa teve como objetivo avaliar o impacto da pandemia (Covid-19) no ensino jurídico e a adaptação de órgãos internacionais, nacionais e de instituições de ensino jurídico. Também se dedicou a avaliar a adaptabilidade dos professores do curso de Direito do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade de Fortaleza quanto à utilização de ferramentas para atividades remotas com os alunos. Para isso, desenvolveu-se um estudo de campo com coleta de dados mediante questionário disponibilizado na plataforma google forms. A pesquisa classifica-se como bibliográfica, documental e empírica, tendo se apoiado em livros, artigos científicos, documentos públicos e privados e entrevistas.

RT – 2020 – Inteligência Artificial e Prudência no Direito – Antônio J e Vinicius Melo

22 de abril de 2024

O presente artigo visa refletir sobre os limites da inteligência artificial (IA) no exercício da prudência, utilizando como parâmetro as novas tecnologias-algorítmicas desenvolvidas no Poder Judiciário brasileiro, mostrando a capacidade do software na utilização da IA, bem como o impacto na atividade jurídica e suas contribuições ao meio forense brasileiro. A metodologia utilizada foi a investigação do tipo bibliográfica, com pesquisa de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória quanto aos objetivos. Neste trabalho pretende-se esclarecer que, por mais avançada que seja a IA, esta não consegue ser detentora, ainda, da capacidade de suprir a prudência humana, enquanto “reta razão no agir”, senão que serve a finalidades predeterminadas e acessórias, em demandas repetitivas e massificadas que, por isso, não necessitam ser intermediadas pela atividade intelectual prudencial in natura.

RT – 2019 – Ensino Aprendizagem Jurisprudência TCU – Antônio Jorge e Ronald Fontenele

22 de abril de 2024

O presente artigo trata da importância do estudo de decisões do Tribunal de Contas da União no processo de ensino-aprendizagem do Direito Administrativo. Após a delimitação da competência e natureza jurídica das decisões do TCU, e o reconhecimento deste órgão como paradigma federal de controle externo da Administração Pública, extrai-se da pluralidade de papéis, atores, e fontes jurídicas, a necessidade de conhecimento, pelos alunos, da jurisprudência daquela corte, em contraste com o atual reducionismo da práxis universitária, tendente a resumir o Direito a normas legais e decisões judiciais.

QuestioIuris 2020 – SIMULAÇÃO PARA O ENSINO DA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA

22 de abril de 2024

O presente artigo buscou relatar a aplicação do método de Simulação como forma de metodologia inovadora e participativa no Ensino Jurídico Superior. Trata-se de um relato de experiência que foi desenvolvida com os alunos de graduação do Curso de Direito da Universidade Estadual Vale do Acaraú-UEVA, na cidade de Sobral, Estado do Ceará, na disciplina de Direito Sucessório. O uso deste método enquanto ferramenta pedagógica se justificou partindo-se da premissa de que promoveria a autoaprendizagem sobre a sucessão testamentária, assunto por vezes de difícil percepção prática, ante a pouca utilidade do instituto pelos brasileiros.

Congresso – Internacional da Lusofonia – GT11 -Competências e habilidades do ensino jurídico

22 de abril de 2024

Após breve análise histórica da implantação do ensino jurídico nas primeiras escolas de direito do Brasil e do estudo do perfil de habilidades transversais dos estudantes de direito do início do século XIX, o trabalho objetiva abordar como o processo de reestruturação do ensino jurídico se torna deficiente ante a valorização extrema do ensino técnico, a ausência de autonomia do aluno e o intenso processo de afastamento da criatividade como fator condicionante para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais de estudantes universitários brasileiros. A crise do ensino jurídico e da educação jurídica vem sendo discutida há quase duzentos anos, e as maiores críticas feitas pela comunidade acadêmica e pela própria sociedade foram, e continuam sendo, a retórica do direito; a incapacidade de reflexão crítica do aluno; a repetição de matérias e metodologias que não se adequam à realidade; o distanciamento progressivo da liberdade criativa dos alunos e a falta de capacidade para solucionar, na prática, problemas complexos, entre outros são fatores responsáveis por torná-los alheios aos problemas sociais e às mazelas que assolam o Brasil.